sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O óbvio e suas divergências

As coisas óbvias e simples passam despercebidas, muitas vezes, diante de nós. E então, nós perdemos a poesia, a poesia do que é mágico, a poesia do nosso cotidiano. 
O "ontem" acabou, passou, já foi. 
O "daqui a pouco", nem existe ainda, nem começou.
E nós só temos o "agora", pra poder rir, pra poder se declarar, pra poder criticar, pra poder olhar nos olhos, pra poder se confessar, sobretudo, pra ser e estar.  

Por: Fernando Anitelli - alterado

Ser Feliz !


Eu comecei prestar atenção em tudo que é menor, mais lento e baldio. 
Folhas de árvores, céus de algodões, pensamentos soltos, ventos alheios.
Aprendi, desaprendi, me recolhi, segui o improviso, mas, também a razão. 
E enfim, me deixei ficar. Foi aqui que me achei, para alguns fora do padrão. 
No entanto, diante de tudo, alguma parte em mim, diz valer a pena ser assim.
Porque no fundo, é simples ser feliz, difícil mesmo é ser tão simples.



Por: Fernando Anitelli / Leoni - alterado

sábado, 6 de agosto de 2011

A vida é um pisca !

A vida, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida da gente neste mundo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.

Por: Personagem Emília de Monteiro Lobato