sábado, 28 de maio de 2011

Nem todos nascem com sorte !

Nem todo mundo nasce com sorte, pense bem antes de fazer algo que comprometam seus dentes ou um teco de sua pele. #ficadica#

Geração 2.000



Bem vindos a geração 2.000, se vocês não tiverem R$ 0,83 centavos, serve um "Namorando" no facebook. #equivale#

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desencontro de estações.

"Daria tudo e mais um pouco de mim." #Lila#
 
      Nove de Dezembro de 1999. Era um dia cinza de verão, o sol era tímido, e as nuvens estavam com um aspecto sombrio. Éramos duas, eu e minha própria companhia. Eu costumava ser assim, sentava naquele grande bloco de concreto e observava o mundo aos sete anos de idade, enquanto a algazarra de buzinas aterrorizavam-me, os postes, iluminavam a pressa de uma vida que, já não era mais vivida naquele trânsito de carros vivos.
Com apenas sete anos, eu tinha várias visões sobre a vida, até você vir ao mundo. Naquele dia, Nove de Dezembro, você nasceu, e o sol que era tímido, passou a ser a luz intensa do dia inteiro, as nuvens viraram grandes algodões brilhantes, o barulho de buzinas transformaram-se em cantos de passarinhos, e os postes, em grandes árvores que originavam vida. Naquele dia, eu havia conhecido o verão.
 Desde então, aquele bloco de concreto, passou a ter duas companhias diárias a observar o mundo, eu já não estava mais sozinha, você estava comigo, todos os dias e em todos os momentos.
 O vento tinha cores, o arco-íris dava voltas em meio ao céu, e tudo que eu sentia tinha nome, era amor, constante e infinito. Ele crescia, crescia tanto, que em alguns momentos expandia-se criando póros pelo meu corpo, ele já não suportara tanta pressão. Esse amor era físico, era mental, era alimento, era fonte. E para os que desacreditam nessa visão, eu provo com todo amor que sobrou em mim. _ Sim! - Sobrou, e sobra cada vez mais, a cada segundo que passa.
Entretanto, nem todas as estações do ano germinam flores.
Em Dezesseis de Abril de 2010, eu conheci a primavera, diferente de todas as outras que eu havia visto. Nessa primavera, as flores não desabrocharam, os galhos ficaram secos, as buzinas voltaram a ensurdecer-me, e o trânsito de carros vivos atropelaram minha alma. Naquele dia a chuva me molhou, e eu a confundi com lágrimas, estava certa, os astros choravam com a sua perda.
O sol havia se escondido, o céu tinha cor negra em plena tarde, o arco-íris não existia mais, parecia que nesses onze anos, tudo fora sonho.
Os passarinhos ficaram de luto durante o trezentos e sessenta e cinco dias em que eu me senti submersa e perdida no vazio. No entanto, no décimo segundo mês, o verão voltou.
Voltou quando eu descobri que eu não tinha te perdido, pois sempre te tive dentro de mim.
E minha visão, aquela que você me ensinara, voltei a ter, todos dias e em todos os momentos, e aquele amor que se expandiu criando póros pelo meu corpo, continuou a crescer, tanto, que multipliquei-me, e a cada dia que lembro-me de você, multipico-me mais.
Nessa primavera eu conheci a dor, sobretudo, durante uma vida, conheci o amor.

Minha cachorra, minha amiga, minha Lila, as estações voltaram esse ano.


A última carta.

Meu amor, quando encontrar essa carta, será tarde para voltar e buscar-me, estarei num flashback da vida, revendo o filme por capítulos de pecados e conquistas que vivi.
Eu disse meu amor, durante aquela nossa briga de ontem: _ Tudo passa tão rápido, - porém, diante dos seus gritos materializados e em ruídos fragmentados, não houve lugar para o meu discurso pacífico. Fui dormir ouvindo ainda suas queixas, cheias de imperfeições e indignação. Quando fechei a porta, minhas lágrimas não impediram as minhas previsões de logo estar diante da morte.
Pus-me a dormir ignorando o que vi de olhos abertos, e sonhei com o que iria acontecer hoje, cada momento obedece igualmente o sonho, até as ondulações na cortina, o relógio digital mudando os mesmos minutos, e o cheiro de gás sendo exatamente o mesmo que na minha previsão inconsciente.
Mas, não se assuste meu amor, um dia todos se vão.
Não tente me ligar nesse momento, saí com o celular desligado, deixei suas meias na gaveta, e a comida no fogão, coberta com um pano de prato, em poucos minutos você receberá alguma notícia sobre o que aconteceu comigo.
Não ouse chorar, a perda é só mais uma das inúmeras lições da vida, sente-se no sofá, beba um pouco de café que deixei em cima da mesa, use aquela xícara branca com o pires azul que tanto gosta, aprecie devagar, gole a gole, aproveite ao menos um momento de paz, nessa sua vida apressurada.
Não pense em se desesperar, das palavras que você me disse, só guardei as boas, elas viraram melodias para os meus ouvidos, portanto respire fundo e assista um bom filme, há muitos lugares para risadas e vidas inteiras nessa casa ainda.
Enquanto procuro o que tem desse lado desconhecido, deixo-te um beijo e um eterno eu te amo.

Por um mundo sem preconceitos.

É isso aí pessoal, vamos comemorar.
Foi aceito no congresso a união gay e a adoção de filhos para casais homossexuais, mais um passo para uma sociedade igualitária. Está certo que é um passo consideravelmente pequeno em vista da discriminação existente no Brasil, mas caminhando a gente chega lá.
Muitas pessoas dizem não ter preconceito.  Excessivo ludíbrio!
Começando pelos negros, que ontem não tinham o direito de ir e vir, eram escravos por motivos chulos, e mais uma vez por motivos religiosos. Julgavam-no que, por serem negros, não tinham alma. Não se espante, pois o preconceito perdura até os anos atuais, claro que em menor escala, mas ainda se estende, não cabe aqui falar das diversas atrocidades do século XIX e anteriores, e sim as perversidades do século XXI. É absurdo saber que vivemos sob o comando de um governo autoritário implícito e contraditório, e aceitar fatos como os que andam discorrendo ultimamente.
Muitos, é claro, dirão que os homossexuais têm sim o direito de ir e vir, e que compará-los com o que os negros sofreram é estrambólico, porém basta lembrar da época do nazismo, ambos os sofrimentos eram depressivos, incluindo também judeus e entre outros... Porém, todos fazem concordância de que ainda existe preconceito contra negros, o que prova quão ignorante uma pessoa é. Definir que a pessoa é um tanto menor, pela cor da pele ou por sua orientação sexual, sem falar em xenofobia e entre outras perversidades, isso é realmente lamentável.
Porém, o futuro é um tanto previsível, como por exemplo, há alguns anos, a citação do Papa João Paulo II rendeu críticas e satisfações, quando pediu desculpas pelas atrocidades cometidas com os negros nos séculos passados, que tinha o apoio da Igreja, futuramente os que julgam os homossexuais também estarão à frente de um palanque enorme fazendo seu discurso, como se isso bastasse ou amenizasse o sofrimento vivido. Entretanto, não deixa de ser algo de valor social.
Hoje um homossexual não tem direito de ir para Av. Paulista sem voltar agredido verbalmente ou fisicamente. Quando digo que os negros de ontem são os homossexuais de hoje, quero mostrar às voltas que o mundo dá, e sempre retorna ao mesmo lugar.
Porque sempre temos que ter alguém para inferiorizar? E outros para julgar? Hoje de forma explícita são os homossexuais, e amanhã quais serão? Talvez os tatuados, os obesos ou cadeirantes?
Enfim, respeito as pessoas moralistas e tradicionais, mas só peço que pensem bem, se cor da pele ou a orientação sexual é um bom critério para considerar uma pessoa por menor.