sábado, 3 de dezembro de 2011

Felicidade no século XXI

Tantos laços de dependências se criando.
Tantos cordões umbilicais não-maternos nascendo.
Tantas distribuições de sorrisos.
Junto a isso, tantos interesses ligados.
A independência se tornou banal.
A grande verdade é: O que não se tornou banal?
O "eu te amo" por tantas vezes ditas, futilizou-se o real significado.
O status social, econômico ou seja lá qual for é o que prevalece.
E mais uma vez, diante de tudo, nós perdemos a beleza do óbvio, perdemos a beleza da rotina, perdemos a beleza de conhecer quem realmente somos por detrás dos sorrisos inverdadeiros.
O sol nasce e morre todos os dias e isso não é notado.
A lua muda de fases e isso é ignorado.
As flores desabrocham, as borboletas saem do casulo e nós não nos demos contas.
E a beleza simples do dia-a-dia se vai, junto com ela o bem-estar,  a sensação de agrado e o sorriso irreal.
E na verdade, quem é você? - Nem você mesmo sabe!
Não há necessidade de revistas, blushs e chocolates serem escudos de uma vida que de fato você não tem.
A felicidade vai além disso, felicidade é ser você, do seu jeito, do seu modo, aquele único.
Felicidade é observar o que é banal, o que é puro, o que é meu, o que é nosso, o que é de todos, mas ninguém sabe.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"A quem me deu um significado para família."

A morte não é algo natural, muito menos algo que eu aceite facilmente independente da situação.E por mais que seja esperado, sempre, sinceramente, sempre havia um pouco de esperança em que as coisas mudariam e que tudo poderia voltar a ser como era antes, como era em uma outra vida, tão distante.
Quero pensar que agora você vai descansar, você vai estar junto comigo mesmo que a saudade seja tão forte quanto era a uma semana atrás. Mas agora o que me resta é aceitar, continuar por mim e pela minha familia, familia que aprendi o quanto é importante graças a você, pai, muito obrigada, por isso e por tudo.
eu te amo.

Renato Guimarães Barroso  - 08/10/1962 à 11/10/2011
 
Por: Beatriz Guimarães



"Porque postar? Simplesmente porque esse pai fez parte da pessoa mais incrível que eu conheci em toda a minha vida."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Para minha garota que descansa...

Para onde o vento me for
comigo irá tua memória.
E das lembranças doces
farei meu chá de descanso.
Agora que você se foi
ficou teu cheiro,
tua companhia sem forma,
tua consciência no ar,
e a saudade incurável.
Foi muito bom ter te conhecido.
Foi grande a nossa amizade.
Foram preciosos cada dia.
Foram felizes os anos.
E inesquecível nossa história.
Mas, agora que o tempo não volta
nossos momentos juntas,
eu só lamento não ter lhe dito
tudo isso quando estiveras comigo.
E por isso, toda noite sonho com os meus versos
alcançando teus sentimentos,
e te abençoando para onde quer que fores. #Lila#

... and still nothing compares.

 "Nobody said it was easy, but no one ever said it would be this hard."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O óbvio e suas divergências

As coisas óbvias e simples passam despercebidas, muitas vezes, diante de nós. E então, nós perdemos a poesia, a poesia do que é mágico, a poesia do nosso cotidiano. 
O "ontem" acabou, passou, já foi. 
O "daqui a pouco", nem existe ainda, nem começou.
E nós só temos o "agora", pra poder rir, pra poder se declarar, pra poder criticar, pra poder olhar nos olhos, pra poder se confessar, sobretudo, pra ser e estar.  

Por: Fernando Anitelli - alterado

Ser Feliz !


Eu comecei prestar atenção em tudo que é menor, mais lento e baldio. 
Folhas de árvores, céus de algodões, pensamentos soltos, ventos alheios.
Aprendi, desaprendi, me recolhi, segui o improviso, mas, também a razão. 
E enfim, me deixei ficar. Foi aqui que me achei, para alguns fora do padrão. 
No entanto, diante de tudo, alguma parte em mim, diz valer a pena ser assim.
Porque no fundo, é simples ser feliz, difícil mesmo é ser tão simples.



Por: Fernando Anitelli / Leoni - alterado

sábado, 6 de agosto de 2011

A vida é um pisca !

A vida, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida da gente neste mundo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.

Por: Personagem Emília de Monteiro Lobato

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Se auto avaliar ...

Autoestima: - É você quem faz, e acredite, ela depende única e exclusivamente de você. #Então... Se você se sente bem, vai na fé gata.#

domingo, 10 de julho de 2011

Intensamente mais...

Eu quero é mais... Mais amor, mais carinho, mais apego, mais mimos. 
Eu quero é mais... Mais torcida, mais gritos, mais viagens, mais cantoria.
Eu quero é mais... Mais pimenta, mais abraços, mais afagos.
Eu quero é mais... Mais "sim", mais energia positiva, mais música.
Eu quero é mais... Mais graça, mais sorrisos, mais surpresas.
Eu quero é mais... Mais saídas, mais vaquinhas, mais sol e mais banhos de mangueira.
Eu quero é mais... Mais natureza, mais gargalhada, mais benevolência.
Eu quero é mais... Mais festas incríveis, mais finais de semanas.
Eu quero é mais... Mais "Bom dia", mais "gooooools" e mais beijos.
Eu quero é mais... Mais flores, mais serenatas, mais shorts, mais verão.
Eu quero é mais... Mais férias e feriados, mais pés de meias perdidos, mais delícias.
Eu quero é mais... Mais loucura, mais carnaval, mais abridor de lata, mais dança.
Eu quero é mais... Mais bexigas, mais versões originais, mais tapetes de "Bem-vindo".
Eu quero é mais... Mais aprovações, mais índios, mais patins, mais paraquedas.
Eu quero é mais... Mais arte, mais casamentos, mais lua de mel, mais estrelas.
Eu quero é mais... Mais luz, mais paz, mais sonhos, mais cores e mais amores.
Eu quero é mais... Mais brinquedos, mais palhaços, mais balões, mais irmãos.
Eu quero é mais... Mais relações, mais histórias, mais edredons, mais sonos.
Eu quero é mais... Mais garfo e faca, mais poesias, mais chicletes, mais livros e enredos.
Eu quero é mais... Mais ventos, mais cabelos bagunçados, mais despreocupações.
Eu quero é mais... Mais bobeiras, mais aperto de mãos, mais novos amigos.
"Eu quero mais vida, e quero que o mundo me acompanhe nesta felicidade."

sábado, 25 de junho de 2011

"Stand up comedy em Brasília".

Como uma brasileira comum, me peguei pensando sobre a desigualdade em que vivemos no Brasil. O pior é saber que os governantes não nos passam perspectiva alguma de mudança.
A educação por exemplo, está em último plano, o que é óbvio se pararmos para pensar. O governo não quer pessoas que protestem e corram atrás de seus direitos. Eles querem pessoas que ouçam as atrocidades e se contentem com uma mudança ou outra.
Basta olhar o salário dos professores, é óbvio que os governantes não optam por mudança, se não, ao menos os professores seriam melhor recompesados pela modificação que fazem com as próprias mãos na sociedade.
Para quem não sabe, os deputados, senadores, vice-presidente e presidente da República, recebem um salário de R$ 26.723,13 fora benefícios como verba indenizatória, auxílio alimentação, auxílio segurança, auxílio combústivel, auxilio moradia, cota postal, vale-transporte aéreo e verba de gabinetes. Tudo isso totaliza aproximadamente o valor de R$ 102 mil de acréscimo, por governante. E alguns ainda insistem em obter lucro externo.  
Enquanto os trabalhadores que compõem as roupas de grife que os políticos usam, são obrigados a viver com um salário de R$ 545,00. 
Com esse salário os proletários, de alguma forma milagrosa, têm de adquirir moradia, roupas, combustível e alimentos. Ao menos o nome dado ao salário foi justo, MÍNIMO.
O que é mais revoltante é que para aumentar o salário mínimo, nos dizem que não há renda necessária. Nem se quer param para pensar que essa renda está sendo mal distribuída e concentrada na mão de poucos, e poucos que já têm.
Entre tantas más notícias, há ainda fatos que indignam mais: - Pessoas satisfeitas com a atuação cretina desses governantes, fazendo do futuro do país uma zombaria. Um milhão de brasileiros, até votar em palhaço, votou, admitindo que quem são os verdadeiros palhaços somos nós mesmos.
Se algum dia ao menos, os dirigentes do nosso país pegassem o trem das seis, uma fila em um hospital público, esperassem meses por uma cirurgia, fossem atendidos por um médico que já está a mais de 24 horas em um plantão, sem condições alguma de prosseguir com seu trabalho, tudo para sustentar sua família. Se ao menos matriculassem seus filhos em escolas públicas, onde as mesas mancas apropiam-se da atenção do aluno, onde as luzes estão quase sempre tremeluzindo, e que há quase cinquenta pessoas dentro de alguns cubículos quadrados. Se ao menos lhes dessem um dia dessa vida, algo mudaria. 
Em suma... Antes de politizar os próprios políticos, temos que politizar a sociedade, sem esperar que os governantes façam isso, porque não farão.

domingo, 19 de junho de 2011

A essência da personagem Amor.

Pedi para o Amor não procurar-me mais, pedi pra que me deixasse em paz.
Tinha dúvida entre o Amor e o Carinho.
Os dois seduziam-me. O Carinho sempre com uma xícara de chá, e o Amor com uma taça de whisky.
O Carinho após o eclipse, deitou ao meu lado e sussurrou, sussurou palavras de afeição o resto de uma noite em que o meu pensamento reinava submissamente ao Amor.
Resumindo em palavras, o Carinho, era o equilibrio, o Amor, a sedução.
Posterior àquela noite, senti angústia pela saudade que o Amor deixara. Pedi whisky, e o Carinho não tinha para dar-me. O sentimento de nostalgia me tomou, pedi para que ele fosse embora.
Quando fechei a porta, o Carinho olhou-me como se nunca mais fosse vê-lo. Pela fresta da porta, em meu olhar envergonhado e escondido, senti ainda a melancolia do Carinho que baixou os olhos e disfarçou como se eu realmente não estivesse olhando-o. Fez isso para evitar a minha nítida timidez. Ouvi a porta bater, e alguns passos cada vez mais distantes.
Algumas noites passei sozinha, queria saber do Amor. Onde ele estava? Se estava com outra? Porque me deixara?
Não achava sentido nos pés que caminhavam com meu corpo. Esperei noites por uma mensagem.
Quem me visitara nesses dias todos, foi apenas um velho amigo muito próximo do Amor, chamado Ciúmes. Ele nunca trazia boas notícias, só descrevia dores, aflições, agonias...
Tentei reerguer-me sem o Amor, tentei apreciar a vida sem ele, mas foi ímpossivel enquanto tentei.
Quando pensei em desistir, deitei ao pé da cama e ouvi na contramão o simultâneo riso do Amor, à chegar, cada vez mais perto. Senti o fascínio, aquilo que prometi que não sentiria novamente, aquilo que jurei um eterno nunca mais.
O Amor com sua beleza que caçoava, olhou-me, como se soubesse que eu o esperava.
Após seu olhar frio, disse-me que veio prestigiar face a face a minha escolha errônea. Eu o tinha escolhido. Eu  escolhi o Amor ao invés do Carinho.
Tratando-me ainda com deboche, voltou os olhos a observar-me, caída ao pé da cama com lágrimas banhando o rosto. Observou-me ali durante horas, estático, sem esboçar se quer uma expressão. Após o cair da lua silenciou, silenciou o resto de uma noite diante de meus gritos de martírio e arrependimento. Pedi pra que ele fosse embora. Pedi o equilibrio. Pedi o Carinho. Pedi o chá, e o Amor não tinha para dar-me.
Do Amor, recebi o estranho, o desconhecido e a ingratidão.
Saí sem olhar para trás, fui ao encontro do Carinho que majestosamente me aceitou. Prometi que seria só dele, e do Amor não aceitaria sedução, deboche nem ingratidão. Queria mesmo o equilibrio, o chá, queria o Carinho.
Passou três anos até que o Amor bateu em minha porta novamente. Eu sempre soube que ele voltaria, e sabia que nesse dia, ainda não estaria pronta. Ele estava aparentemente arrependido, ao invés de whisky, carregava consigo uma xícara de um café bem negro. Em primeira olhada, expressava amargura.
Suas palavras delicadas mexeram comigo. Não Minto!
Mas em primeiro instante neguei, neguei como quem estivesse saturada do sofrimento. Porém em segundo, entreguei-me, entreguei-me como quem não cansa de sofrer, como quem não tem nada a perder.
O Carinho me deixou.
E daquele café, restou-me um whisky amargo, das delicadas palavras, o desprezo, e da sedução, o engano. Era mais uma vez o Amor.

sábado, 28 de maio de 2011

Nem todos nascem com sorte !

Nem todo mundo nasce com sorte, pense bem antes de fazer algo que comprometam seus dentes ou um teco de sua pele. #ficadica#

Geração 2.000



Bem vindos a geração 2.000, se vocês não tiverem R$ 0,83 centavos, serve um "Namorando" no facebook. #equivale#

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desencontro de estações.

"Daria tudo e mais um pouco de mim." #Lila#
 
      Nove de Dezembro de 1999. Era um dia cinza de verão, o sol era tímido, e as nuvens estavam com um aspecto sombrio. Éramos duas, eu e minha própria companhia. Eu costumava ser assim, sentava naquele grande bloco de concreto e observava o mundo aos sete anos de idade, enquanto a algazarra de buzinas aterrorizavam-me, os postes, iluminavam a pressa de uma vida que, já não era mais vivida naquele trânsito de carros vivos.
Com apenas sete anos, eu tinha várias visões sobre a vida, até você vir ao mundo. Naquele dia, Nove de Dezembro, você nasceu, e o sol que era tímido, passou a ser a luz intensa do dia inteiro, as nuvens viraram grandes algodões brilhantes, o barulho de buzinas transformaram-se em cantos de passarinhos, e os postes, em grandes árvores que originavam vida. Naquele dia, eu havia conhecido o verão.
 Desde então, aquele bloco de concreto, passou a ter duas companhias diárias a observar o mundo, eu já não estava mais sozinha, você estava comigo, todos os dias e em todos os momentos.
 O vento tinha cores, o arco-íris dava voltas em meio ao céu, e tudo que eu sentia tinha nome, era amor, constante e infinito. Ele crescia, crescia tanto, que em alguns momentos expandia-se criando póros pelo meu corpo, ele já não suportara tanta pressão. Esse amor era físico, era mental, era alimento, era fonte. E para os que desacreditam nessa visão, eu provo com todo amor que sobrou em mim. _ Sim! - Sobrou, e sobra cada vez mais, a cada segundo que passa.
Entretanto, nem todas as estações do ano germinam flores.
Em Dezesseis de Abril de 2010, eu conheci a primavera, diferente de todas as outras que eu havia visto. Nessa primavera, as flores não desabrocharam, os galhos ficaram secos, as buzinas voltaram a ensurdecer-me, e o trânsito de carros vivos atropelaram minha alma. Naquele dia a chuva me molhou, e eu a confundi com lágrimas, estava certa, os astros choravam com a sua perda.
O sol havia se escondido, o céu tinha cor negra em plena tarde, o arco-íris não existia mais, parecia que nesses onze anos, tudo fora sonho.
Os passarinhos ficaram de luto durante o trezentos e sessenta e cinco dias em que eu me senti submersa e perdida no vazio. No entanto, no décimo segundo mês, o verão voltou.
Voltou quando eu descobri que eu não tinha te perdido, pois sempre te tive dentro de mim.
E minha visão, aquela que você me ensinara, voltei a ter, todos dias e em todos os momentos, e aquele amor que se expandiu criando póros pelo meu corpo, continuou a crescer, tanto, que multipliquei-me, e a cada dia que lembro-me de você, multipico-me mais.
Nessa primavera eu conheci a dor, sobretudo, durante uma vida, conheci o amor.

Minha cachorra, minha amiga, minha Lila, as estações voltaram esse ano.


A última carta.

Meu amor, quando encontrar essa carta, será tarde para voltar e buscar-me, estarei num flashback da vida, revendo o filme por capítulos de pecados e conquistas que vivi.
Eu disse meu amor, durante aquela nossa briga de ontem: _ Tudo passa tão rápido, - porém, diante dos seus gritos materializados e em ruídos fragmentados, não houve lugar para o meu discurso pacífico. Fui dormir ouvindo ainda suas queixas, cheias de imperfeições e indignação. Quando fechei a porta, minhas lágrimas não impediram as minhas previsões de logo estar diante da morte.
Pus-me a dormir ignorando o que vi de olhos abertos, e sonhei com o que iria acontecer hoje, cada momento obedece igualmente o sonho, até as ondulações na cortina, o relógio digital mudando os mesmos minutos, e o cheiro de gás sendo exatamente o mesmo que na minha previsão inconsciente.
Mas, não se assuste meu amor, um dia todos se vão.
Não tente me ligar nesse momento, saí com o celular desligado, deixei suas meias na gaveta, e a comida no fogão, coberta com um pano de prato, em poucos minutos você receberá alguma notícia sobre o que aconteceu comigo.
Não ouse chorar, a perda é só mais uma das inúmeras lições da vida, sente-se no sofá, beba um pouco de café que deixei em cima da mesa, use aquela xícara branca com o pires azul que tanto gosta, aprecie devagar, gole a gole, aproveite ao menos um momento de paz, nessa sua vida apressurada.
Não pense em se desesperar, das palavras que você me disse, só guardei as boas, elas viraram melodias para os meus ouvidos, portanto respire fundo e assista um bom filme, há muitos lugares para risadas e vidas inteiras nessa casa ainda.
Enquanto procuro o que tem desse lado desconhecido, deixo-te um beijo e um eterno eu te amo.

Por um mundo sem preconceitos.

É isso aí pessoal, vamos comemorar.
Foi aceito no congresso a união gay e a adoção de filhos para casais homossexuais, mais um passo para uma sociedade igualitária. Está certo que é um passo consideravelmente pequeno em vista da discriminação existente no Brasil, mas caminhando a gente chega lá.
Muitas pessoas dizem não ter preconceito.  Excessivo ludíbrio!
Começando pelos negros, que ontem não tinham o direito de ir e vir, eram escravos por motivos chulos, e mais uma vez por motivos religiosos. Julgavam-no que, por serem negros, não tinham alma. Não se espante, pois o preconceito perdura até os anos atuais, claro que em menor escala, mas ainda se estende, não cabe aqui falar das diversas atrocidades do século XIX e anteriores, e sim as perversidades do século XXI. É absurdo saber que vivemos sob o comando de um governo autoritário implícito e contraditório, e aceitar fatos como os que andam discorrendo ultimamente.
Muitos, é claro, dirão que os homossexuais têm sim o direito de ir e vir, e que compará-los com o que os negros sofreram é estrambólico, porém basta lembrar da época do nazismo, ambos os sofrimentos eram depressivos, incluindo também judeus e entre outros... Porém, todos fazem concordância de que ainda existe preconceito contra negros, o que prova quão ignorante uma pessoa é. Definir que a pessoa é um tanto menor, pela cor da pele ou por sua orientação sexual, sem falar em xenofobia e entre outras perversidades, isso é realmente lamentável.
Porém, o futuro é um tanto previsível, como por exemplo, há alguns anos, a citação do Papa João Paulo II rendeu críticas e satisfações, quando pediu desculpas pelas atrocidades cometidas com os negros nos séculos passados, que tinha o apoio da Igreja, futuramente os que julgam os homossexuais também estarão à frente de um palanque enorme fazendo seu discurso, como se isso bastasse ou amenizasse o sofrimento vivido. Entretanto, não deixa de ser algo de valor social.
Hoje um homossexual não tem direito de ir para Av. Paulista sem voltar agredido verbalmente ou fisicamente. Quando digo que os negros de ontem são os homossexuais de hoje, quero mostrar às voltas que o mundo dá, e sempre retorna ao mesmo lugar.
Porque sempre temos que ter alguém para inferiorizar? E outros para julgar? Hoje de forma explícita são os homossexuais, e amanhã quais serão? Talvez os tatuados, os obesos ou cadeirantes?
Enfim, respeito as pessoas moralistas e tradicionais, mas só peço que pensem bem, se cor da pele ou a orientação sexual é um bom critério para considerar uma pessoa por menor.