Tantos laços de dependências se criando.Tantos cordões umbilicais não-maternos nascendo.
Tantas distribuições de sorrisos.
Junto a isso, tantos interesses ligados.
A independência se tornou banal.
A grande verdade é: O que não se tornou banal?
O "eu te amo" por tantas vezes ditas, futilizou-se o real significado.
O status social, econômico ou seja lá qual for é o que prevalece.
E mais uma vez, diante de tudo, nós perdemos a beleza do óbvio, perdemos a beleza da rotina, perdemos a beleza de conhecer quem realmente somos por detrás dos sorrisos inverdadeiros.
O sol nasce e morre todos os dias e isso não é notado.
A lua muda de fases e isso é ignorado.
As flores desabrocham, as borboletas saem do casulo e nós não nos demos contas.
E a beleza simples do dia-a-dia se vai, junto com ela o bem-estar, a sensação de agrado e o sorriso irreal.
E na verdade, quem é você? - Nem você mesmo sabe!
Não há necessidade de revistas, blushs e chocolates serem escudos de uma vida que de fato você não tem.
A felicidade vai além disso, felicidade é ser você, do seu jeito, do seu modo, aquele único.
Felicidade é observar o que é banal, o que é puro, o que é meu, o que é nosso, o que é de todos, mas ninguém sabe.