Como uma brasileira comum, me peguei pensando sobre a desigualdade em que vivemos no Brasil. O pior é saber que os governantes não nos passam perspectiva alguma de mudança.A educação por exemplo, está em último plano, o que é óbvio se pararmos para pensar. O governo não quer pessoas que protestem e corram atrás de seus direitos. Eles querem pessoas que ouçam as atrocidades e se contentem com uma mudança ou outra.
Basta olhar o salário dos professores, é óbvio que os governantes não optam por mudança, se não, ao menos os professores seriam melhor recompesados pela modificação que fazem com as próprias mãos na sociedade.
Para quem não sabe, os deputados, senadores, vice-presidente e presidente da República, recebem um salário de R$ 26.723,13 fora benefícios como verba indenizatória, auxílio alimentação, auxílio segurança, auxílio combústivel, auxilio moradia, cota postal, vale-transporte aéreo e verba de gabinetes. Tudo isso totaliza aproximadamente o valor de R$ 102 mil de acréscimo, por governante. E alguns ainda insistem em obter lucro externo.
Enquanto os trabalhadores que compõem as roupas de grife que os políticos usam, são obrigados a viver com um salário de R$ 545,00.
Com esse salário os proletários, de alguma forma milagrosa, têm de adquirir moradia, roupas, combustível e alimentos. Ao menos o nome dado ao salário foi justo, MÍNIMO.
O que é mais revoltante é que para aumentar o salário mínimo, nos dizem que não há renda necessária. Nem se quer param para pensar que essa renda está sendo mal distribuída e concentrada na mão de poucos, e poucos que já têm.
Entre tantas más notícias, há ainda fatos que indignam mais: - Pessoas satisfeitas com a atuação cretina desses governantes, fazendo do futuro do país uma zombaria. Um milhão de brasileiros, até votar em palhaço, votou, admitindo que quem são os verdadeiros palhaços somos nós mesmos.
Se algum dia ao menos, os dirigentes do nosso país pegassem o trem das seis, uma fila em um hospital público, esperassem meses por uma cirurgia, fossem atendidos por um médico que já está a mais de 24 horas em um plantão, sem condições alguma de prosseguir com seu trabalho, tudo para sustentar sua família. Se ao menos matriculassem seus filhos em escolas públicas, onde as mesas mancas apropiam-se da atenção do aluno, onde as luzes estão quase sempre tremeluzindo, e que há quase cinquenta pessoas dentro de alguns cubículos quadrados. Se ao menos lhes dessem um dia dessa vida, algo mudaria.
Em suma... Antes de politizar os próprios políticos, temos que politizar a sociedade, sem esperar que os governantes façam isso, porque não farão.
