É isso aí pessoal, vamos comemorar.
Foi aceito no congresso a união gay e a adoção de filhos para casais homossexuais, mais um passo para uma sociedade igualitária. Está certo que é um passo consideravelmente pequeno em vista da discriminação existente no Brasil, mas caminhando a gente chega lá.
Muitas pessoas dizem não ter preconceito. Excessivo ludíbrio!
Começando pelos negros, que ontem não tinham o direito de ir e vir, eram escravos por motivos chulos, e mais uma vez por motivos religiosos. Julgavam-no que, por serem negros, não tinham alma. Não se espante, pois o preconceito perdura até os anos atuais, claro que em menor escala, mas ainda se estende, não cabe aqui falar das diversas atrocidades do século XIX e anteriores, e sim as perversidades do século XXI. É absurdo saber que vivemos sob o comando de um governo autoritário implícito e contraditório, e aceitar fatos como os que andam discorrendo ultimamente.
Muitos, é claro, dirão que os homossexuais têm sim o direito de ir e vir, e que compará-los com o que os negros sofreram é estrambólico, porém basta lembrar da época do nazismo, ambos os sofrimentos eram depressivos, incluindo também judeus e entre outros... Porém, todos fazem concordância de que ainda existe preconceito contra negros, o que prova quão ignorante uma pessoa é. Definir que a pessoa é um tanto menor, pela cor da pele ou por sua orientação sexual, sem falar em xenofobia e entre outras perversidades, isso é realmente lamentável.
Porém, o futuro é um tanto previsível, como por exemplo, há alguns anos, a citação do Papa João Paulo II rendeu críticas e satisfações, quando pediu desculpas pelas atrocidades cometidas com os negros nos séculos passados, que tinha o apoio da Igreja, futuramente os que julgam os homossexuais também estarão à frente de um palanque enorme fazendo seu discurso, como se isso bastasse ou amenizasse o sofrimento vivido. Entretanto, não deixa de ser algo de valor social.
Hoje um homossexual não tem direito de ir para Av. Paulista sem voltar agredido verbalmente ou fisicamente. Quando digo que os negros de ontem são os homossexuais de hoje, quero mostrar às voltas que o mundo dá, e sempre retorna ao mesmo lugar.
Porque sempre temos que ter alguém para inferiorizar? E outros para julgar? Hoje de forma explícita são os homossexuais, e amanhã quais serão? Talvez os tatuados, os obesos ou cadeirantes?
Enfim, respeito as pessoas moralistas e tradicionais, mas só peço que pensem bem, se cor da pele ou a orientação sexual é um bom critério para considerar uma pessoa por menor.

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